Colheita mecânica tira 8 mi toneladas de CO2 da atmosfera


Protocolo Ambiental aponta que com a diminuição da queima da cana, atmosfera deixa de receber 60 milhões de toneladas de poluentes

Desde 2006, quando foi proibida a queima da palha da cana-de-açúcar em 89% das lavouras do Estado de São Paulo, deixaram de ser jogadas na atmosfera mais de 8,65 milhões de toneladas de CO2, segundo a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Patrícia Iglecias, que visitou a Agrishow, em Ribeirão Preto, nesta quinta-feira, 28.

Além da diminuição da emissão de CO2, outros 52 milhões de toneladas de outros poluentes deixaram de ser jogados na natureza, de acordo com o balanço do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético da safra 2015/16.

As emissões de CO2 evitadas são o equivalente ao mesmo que 150 mil ônibus teriam emitido para atmosfera circulando durante um ano. Esse número foi alcançado em razão de 91,3% da colheita de cana-de-açúcar ter sido realizada sem o uso do fogo nas lavouras.

A pesquisa apontou que na última safra, 133 unidades agroindustriais e 24 associações, que representam mais de 5,4 mil fornecedores, obtiveram Certificado Etanol Verde.

A área total compromissada com as boas práticas agroambientais do protocolo pelas usinas e fornecedores de variedades signatários totaliza 5,4 milhões de hectares, que representam 26,3% da área plantada do Estado. “É o Estado de São Paulo mais uma vez indutor de políticas e está contribuindo para atingir as metas climáticas do país”, disse a secretária Patrícia Iglecias.

Além disso, a energia elétrica produzida a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar pelas usinas na safra 2015/2016 totalizou mais de 18.100 GWh. Desse total, cerca de 10.170 GWh foram exportados para a rede elétrica, o que equivale a 26% do consumo residencial paulista em um ano, que é de 39.450.

Fonte: Revide

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